Andersen Viana – Histórias Cinematográficas
Histórias Cinematográficas é um projeto que foi desenvolvido durante os últimos 7 anos, e objetiva não somente proporcionar experiências diversas, inusitadas e atemporais aos leitores, mas também, fornecer novíssimos e instigantes argumentos literários para serem desenvolvidos por roteiristas e diretores do audiovisual em filmes de curta, média e longa-metragem. A obra traz influências literárias diversas: desde Guimarães Rosa, Ariano Suassuna, Sheridan Le Fanu, Franz Kafka, Edgar Allan Poe, Gabriel Garcia Márquez até Gene Rodenberry.
Descrição do livro
Da elevada capacidade criativa do Andersen, nunca tive dúvida. Entretanto, veio-me a surpresa: este novo livro apresenta elementos que me parecem curiosos – diferentes de outrora, talvez. O que primeiramente me chama a atenção é a dicotomia em suas histórias, o espelhamento inverso. Os enredos mostram, ao menos, dois lados de uma mesma situação, revelando mais de uma faceta dos protagonistas.
Ou, quem sabe, o inverso: seriam as facetas ambíguas dos personagens que promovem a ambivalência das circunstâncias? Andersen VIANA é um contador de histórias. Seus “causos” possuem a magia da fábula. Há cores, camadas, sonhos e sons. Suas narrativas ocupam a terra, o mar e o ar. Como passageiros, em uma viagem que desconhecemos o roteiro, somos levados por ambientes inusitados e pelas ações, quase sempre, inesperadas. Em alguns momentos, “escutamos” a música presente nas cenas. E sentimos os bailados. De leitores excitados a testemunhas estupefatas – eis outra provação dicotômica, para a qual somos impelidos. O deslumbramento e o horror convivem, se alternam e se complementam. Como não poderia deixar de ser, Eros e Thanatos estão ali, enredando os personagens, caminhando de mãos dadas. E assim, fazem com que o universo de heróis e heroínas se estruture sobre realidades voláteis, onde tudo pode ser alterado pelo fio de uma navalha. O limite entre vida e morte é estreito, quase simultâneo.
Enfim, “Histórias Cinematográficas” tem, de fato, o vislumbre audiovisual com o qual a literatura convive, desde fins do século XIX. Leia-o como se fossem vários filmes. Só não o faça comendo pipoca – pode ser que você se engasgue, com tantos sobressaltos.
Cláudio Costa Val
Escritor, músico, ator, editor de vídeo, diretor e professor de cinema e teatro (Escola Livre de Cinema BH/MG)
- Rede social: https://www.facebook.com/andersenvianabrazil/
- SITE DO AUTOR: https://andersenvianasite.wixsite.com/multiartista
- Email para pedidos: andersenvianabr@gmail.com